Colunistas

A NICA DA LIBERDADE 129

Ramiro Guedes

PEQUENA PARÁBOLA SOBRE RATOS, NAVIOS E ABANDONOS

Conta uma antiga lenda chinesa que uma genitora (o que não se faz para evitar um cacófato) muito amorosa olhava deslumbrada o desfile militar em que o filho participava. Eram dez mil soldados marchando à frente do camarada Mao, em grande exibição do poderio do exército chinês. A mãe olhava o filho e se deslumbrava: que garbo, que porte, que tipo de herói, pensava. Foi então que notou que o seu garoto estava marchando diferente dos outros soldados. Pensou um pouco e concluiu: como é que ninguém percebe que 9999 soldados estão com o passo errado e apenas meu menino está marchando certo?

Seria esse o caso de certos políticos, que sempre estão certos e os outros errados?

A NICA DA LIBERDADE 128

Ramiro Guedes

O VELHO BARDO

Em qualquer tempo, em qualquer situação, sempre é bom ler Shakespeare. Macbeth, por exemplo:

“Nada está ganho, tudo está perdido, quando o desejo fica mal servido: ser destruído é melhor do que ter, no destruir, o medo do prazer.

É a expectativa que nos deixa confusos, não a ação”.

LÁ EM CURPIOBA MIRIM

A NICA DA LIBERDADE 127

Ramiro Guedes

NELSONRODRIGUEANA

“O ser humano é o único que falsifica. Um tigre há de ser tigre eternamente. Um leão há de preservar, até morrer, o seu nobilíssimo rugido. E assim, o sapo nasce sapo e assim envelhece e fenece. Nunca vi um marreco que virasse outra coisa. Mas o ser humano pode, sim, destanizar-se. Ele se falsifica e, ao mesmo tempo, falsifica o mundo”.

Nelson Rodrigues, a quem precisamos ler mais, para praticarmos com competência o cinismo.

A NICA DA LIBERDADE 126

Ramiro Guedes

ABRINDO COM TENNYSON

“Vejam! No meio da floresta, /A folha dobrada germina, enrodilhada,/Em torções junto ao galho, e ali/ Cresce verde e larga, e livre de inquietações,/Impregnada de sol, ao meio-dia, e sob a lua,/Toda a noite, nutrida de orvalho; e amarelando/Cai e desce flutuando pelo ar./Vejam! adoçado com a luz do verão,/O fruto pleno do sumo, inchado de tão maduro, /Despenca em uma silente noite de outono”.

A NICA DA LIBERDADE 125

Ramiro Guedes

HERÓICA PANCADA

“Quando se sente bater

No peito heroica pancada,

deixa-se a folha dobrada

enquanto se vai morrer”...

Os versos acima eram cantados pelos estudantes de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, na época da Revolução Constitucionalista. Muitos deixaram a folha dobrada e morreram pela liberdade.


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