A confusão entre os diagnósticos de dengue, zika e chikungunya tem preocupado pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), já que as doenças exigem tratamentos diferentes. Na tentativa de sanar o problema, a instituição propôs ao Ministério da Saúde a realização de um curso para capacitar os profissionais de saúde sobre as três doenças, o que ainda está em estudo, afirmou o coordenador da Rede Dengue, Zika e Chikungunya da Área de Atenção da Fiocruz, José Augusto de Britto. "A preocupação é grande.

Os profissionais precisam de capacitação para que aprendam a fazer o diagnóstico diferencial entre as três doenças. Se for dengue e estiver tratando como zika, a pessoa pode morrer", alertou à Agência Brasil. Pela primeira vez, 2017 deve ser um ano em que os casos de chikungunya podem superar os de dengue e zika, e a doença preocupa por causar dores fortes, que incapacitam quem é infectado. Caso os sintomas da chikungunya se prolonguem por mais de 15 dias, há chances de ela se tornar crônica.

Neste caso, as dores nas articulações podem permanecer por mais de dois anos. A semelhança de sintomas entre as três doenças é grande, mas a chikungunya se destaca pela intensidade das dores nas articulações, segundo o coordenador da Fiocruz. "O que temos a favor é que quando o vírus da chikungunya entrou no Brasil [em 2014], entrou no Amapá e na Bahia, e a gente pensava que teria uma grande epidemia de chikungunya no país, e, no entanto, tivemos do vírus da zika", lembrou Britto. O coordenador pediu que a população não se assuste com a possibilidade de epidemia e se concentre em evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

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