Para dona Aniete Dantas, mãe do veleiro baiano Rodrigo Dantas, de 25 anos, a última quarta-feira, 7, seria mais um dia sem previsão de quando seu filho sairia da prisão, em Cabo Verde, na África. Até que ela recebeu a ligação de seu marido informado que após 18 meses de espera, Rodrigo e os outros dois brasileiros vão poder aguardar o processo em liberdade.

Com faixas e camisas personalizadas com a frase: "Rodrigo Livre: Injustiça em Cabo Verde, liberdade para os brasileiros inocentes", familiares e amigos receberam a imprensa na tarde da sexta-feira, 8, em frente à Igreja Santo Antônio da Barra, em Salvador, para prestar mais esclarecimentos sobre o caso.
Durante toda a entrevista, Aniete atribuiu a origem das drogas a três ingleses que, segundo ela, são os responsáveis pela embarcação. "Eles [os ingleses] reduziram um dos tanques do barco, aqui em Salvador, alegando que a reforma foi feita para que quando fosse alugar o barco, os clientes armazenassem mantimentos, água. Mas na verdade era uma forma de disfarçar o local onde a cocaína seria escondida. Quando os meninos chegaram com a embarcação em Vitória (ES), eles [os ingleses] colocaram as drogas entre os quebra ondas desse tanque", afirmou.

Para ela, essa reforma conseguiu despistar a Polícia Federal nas inspeções realizadas em Natal e Cabo Verde. "Eles olharam o barco todo, abriram esse tanque e não acharam nada. Depois de 10 horas de buscas em Cabo Verde a polícia já ia desistir, quando aí, chegou um construtor de barco a convite de um agente de polícia e começou a  revistar a embarcação. Ele chegou em um dos quartos, arrancou uma cama que tinha lá, tirou os gavetões dela, quebrou as lastras de madeiras com ferramentas e, por cima de uma estrutura de ferro, ele conseguiu enxergar as drogas".

O mandado de libertação expedido pelo juiz Antero Lopes Tavares, o mesmo que condenou os brasileiros e um francês a 10 anos de prisão, foi concedido após Tavares resolver ouvir algumas testemunhas de Rodrigo. Segundo Aniete, entre as testemunhas está o delegado da Polícia Federal do Brasil, André Rocha, que presidiu o inquérito na Bahia.

Com essa nova decisão do juiz, o processo caiu da primeira para a 2ª Instância, o que significa que, depois de terem entrado com recurso contra a decisão da justiça, os brasileiros terão direito a um novo julgamento, desta vez,  com a presença de testemunhas que possam ajudar a inocentá-los.  Ainda sem data marcada, porém, com previsão para ocorrer em até 18 meses, a nova e segunda audiência também acontecerá em Cabo Verde. Enquanto isso, Rodrigo, Daniel Guerra e Daniel Dantas - que devem retornar ao Brasil na próxima semana -  poderão aguardar o processo em liberdade.

"A minha expectativa, a dos velejadores e de todos que conhecem o caso a fundo, é que eles sejam inocentados. É uma certeza que nós temos, porque conhecemos todo o processo, todas as provas, tanto as que defendem, quanto as que acusam. E, não existe na  acusação, nada que leve em conta que essa droga possa ter passado pelo conhecimento deles [brasileiros]", disse.

Relato

A mãe de Rodrigo explicou, que ele chegou até o barco por meio de um projeto pertencente a uma empresa da Holanda, onde assinou um contrato com ela. "Ele foi pego exercendo a profissão dele, que é a de velejador, de marinheiro. Ele estava almejando ser um capitão e pra isso ele precisa de milhas náuticas que é o que vale a estágio. Ele não conhecia esse barco, nem quem era o dono. Simplesmente recebeu um e-mail da empresa comunicando que ele deveria comparecer na marina e procurar o proprietário do barco", contou.

"Parecia um pesadelo que você não acorda. Uma sensação de impotência,  porque você tem a certeza que seu filho é inocente, no entanto,tem que suportar ele cumprindo uma pena na prisão, convivendo em um local insalubre, sem condição de higiene, sem água", relatou Aniete sobre os 18 meses em que Rodrigo esteve preso.

Fonte: Atarde


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