Teixeira de Freitas: O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Teixeira de Freitas e da Associação dos Sindicatos dos Produtores Rurais do Extremo Sul Baiano, Renan Reisen, encontrou-se nesta quinta-feira (27), em Brasília, com a diretora do Departamento de Irrigação do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), Larissa Oliveira Rêgo. Em pauta, a criação do Polo de Agricultura Irrigada do Extremo Sul da Bahia, abrangendo 21 municípios entre as bacias dos rios Mucuri e Jequitinhonha, ricos em produção de café, mamão, pimenta-do-reino, melancia, abóbora, cacau, soja e milho.
O polo vai beneficiar produtores dos seguintes municípios: Alcobaça, Belmonte, Caravelas, Eunápolis, Guaratinga, Ibirapuã, Itabela, Itagimirim, Itamaraju, Itanhem, Itapebi, Jucurucu, Lajedão, Medeiros Neto, Mucuri, Nova Viçosa, Porto Seguro, Prado, Santa Cruz de Cabrália, Teixeira de Freitas e Vereda.
O QUE É O POLO
A iniciativa Polos de Agricultura Irrigada é parte integrante das ações de implementação da Política Nacional de Irrigação (PNI) e de incentivo ao desenvolvimento regional, no âmbito do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). A iniciativa está regulamentada conforme Portaria MDR/SMDRU nº 2.154, de 11 de agosto de 2020.
Nessa perspectiva, os Polos de Agricultura Irrigada trazem uma nova abordagem quanto aos projetos de irrigação e a Política Nacional de Irrigação. A iniciativa está baseada em metodologia de gestão que incorpora a dimensão do planejamento setorial e territorial da irrigação e a visão do desenvolvimento regional.
O Polo do Extremo Sul da Bahia será em áreas contíguas ao Polo do Norte Capixaba, que abrange 32 municípios entre a divisa com a Bahia e a bacia do rio Doce, sendo os primeiros do Brasil com essa característica, o que permitirá intercâmbio de experiências.
Produtores em áreas de Polo de Agricultura Irrigada têm acesso a financiamentos especiais do Banco do Nordeste do Brasil, contando com incentivos fiscais relevantes como o reinvestimento de 30% do imposto de renda devido em projetos de irrigação.
No processo de reconhecimento do polo o último passo é uma oficina em que é criada uma carteira de projetos a serem implementados envolvendo os governos municipais, estaduais e federal, bem como a escolha de um Grupo Gestor formado por atores participantes do projeto.
O prazo para implantação do polo depende apenas da capacidade de mobilização dos produtores que utilizam ou pretendem utilizar-se de irrigação em suas lavouras. No Espírito Santo, o polo foi criado em pouco mais de quatro meses.
Por: José Caldas da Costa/Reg. Prof. 168/79-ES)