Saúde: A principal função dos Rins é a filtração dos produtos tóxicos do sangue e excesso de líquidos, eliminando-os sob a forma de urina. Cada Rim é composto por aproximadamente 1 milhão de nefrónios. O Nefrónio é a unidade funcional do Rim, composto por várias estruturas, entre as quais o Glomérulo, onde se faz a filtração do sangue.

O Glomérulo é uma rede de novelos capilares sanguíneos que se encontra dentro da Cápsula de Bowman. O sangue chega ao rim por uma artéria que se vai dividir em diversos capilares, de forma a facilitar a filtração. O sangue é filtrado, sendo dele retiradas substâncias tóxicas e a água em excesso. Estas substâncias filtradas passam para o espaço da Cápsula de Bowman, seguindo pelos túbulos renais e serão transformadas em urina. Qualquer lesão no Glomérulo irá perturbar a sua capacidade de filtração e afetar o funcionamento dos rins.

Quando ocorre lesão do glomérulo a capacidade de filtração fica comprometida verificando-se essencialmente dois tipos de situações: Nesta síndrome ocorre uma inflamação que irá provocar uma lesão no glomérulo diminuindo-lhe a sua capacidade de filtração do sangue. O sangue não é filtrado devidamente e as substâncias tóxicas acumulam-se no organismo. Os doentes apresentam um quadro de insuficiência renal aguda, hematúria (sangue na urina) e hipertensão arterial.

Na Síndrome Nefrótica, não existe uma inflamação evidente, havendo contudo um mau funcionamento da membrana do glomérulo. Ao contrário da Síndrome Nefrítica, onde a capacidade de filtrar é reduzida, neste caso, a membrana do Glomérulo é mais permeável do que deveria, deixando passar para a Cápsula de Bowman, por exemplo, as proteínas do sangue que não devem ser filtradas, aparecendo na urina (proteinúria). A proteinúria para além de indicador de Síndrome Nefrótico, é também um fator de desenvolvimento de doença glomerular, pois as proteínas, ao passarem para os túbulos renais vão lesar as suas células agravando ainda mais este quadro de doença.

As Glomerulonefrites podem ser classificadas em primárias, secundárias, hereditária, agudas (quando é uma situação ocasional), ou crónicas (quando são frequentes e constantes). As Glomerulonefrites primárias afetam diretamente o glomérulo, e são causadas por infeções virais ou bacterianas. As Glomerulonefrites secundárias têm origem em outras doenças, que acabarão por afetar o funcionamento do Glomérulo.

Dependendo da origem da doença glomerular, também a rapidez da sua evolução e as suas características serão diferentes. Algumas glomerulonefrites podem apenas necessitar de observação médica e ser vigiadas em âmbito de consulta, mas outras poderão ter uma evolução rápida, comprometendo a função renal e necessitando de realização de diálise, podendo ser uma situação transitória ou até mesmo definitiva.

No caso das glomerulonefrites primárias, muitas vezes os doentes podem não ter sintomas, o que pode levar a um atraso na sua descoberta, e assim, também o seu tratamento. Quando há sintomas, podem ser os seguintes: hipertensão, aumento do peso (derivado da retenção de líquidos não filtrados), edemas, hematúria, cansaço, fraqueza, anemia e mal-estar Relativamente às glomerulonefrites secundárias, os sintomas mais comuns são a proteinúria (a urina espumosa) e o edema.Para diagnosticar as glomerulonefrites, os exames mais indicados são os da urina (com atenção aos níveis de creatinina e de ureia), e os de sangue. Pode ainda ser feita uma biópsia renal para se perceber qual o tratamento mais indicado.

As doenças glomerulares podem ter causas e características muito diferentes, existindo vários tratamentos consoante o tipo glomerulonefrite diagnosticada. Em alguns casos de glomerulonefrites primárias nem há necessidade de medicação específica, sendo que será suficiente reduzir o consumo de alimentos proteicos, ricos em sal e ricos em água, e controlar de forma rigorosa e frequente a tensão arterial. No caso das glomerulonefrites secundárias, a medicação é essencial para que se consiga corrigir ou controlar a doença que está na origem da glomerulonefrite.

Quando a glomerulonefrite tem origem numa doença autoimune, então o tratamento irá basear-se na utilização de potentes imunossupressores, como a ciclofosfamida, azatioprina, ciclosporina, corticoide, micofenolato mofetil e quando necessário realização de plasmaferese. Quando a lesão renal compromete gravemente a função renal torna-se necessário realização de diálise.

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